Criméia ainda está no limbo cinco anos após a Rússia apreendeu

A imagem metálica de Catarina, a Grande, ergue-se sobre um parque em Simferopol, a capital da Crimeia. Erguido pela primeira vez em 1890 para comemorar o centenário da captura da península por Catarina, foi demolido após a revolução russa. Depois que a União Soviética entrou em colapso, deixando a Crimeia parte da recém-independente Ucrânia, as tentativas de reconstruir a estátua foram paralisadas. Somente depois que a Rússia anexou a Crimeia em 2014, o semblante da imperatriz se elevou novamente. “Ela é a Putin do século 18”, diz Andrei Malgin, diretor de um museu de história local. Uma mensagem desafiadora adorna o pedestal: “Este monumento foi reconstruído em homenagem à reunificação da Criméia com a Rússia em 2014 e para todos os tempos”.

A tomada da Crimeia pela Rússia rompeu suas relações com a Ucrânia e o Ocidente. Outras crises se seguiram: guerras no leste da Ucrânia e na Síria, interferência eleitoral na América. A Ucrânia ainda quer o seu território de volta. Volodymyr Zelensky, o novo presidente do país, chamou de “terra da Ucrânia” em seu discurso de posse. Mas a Rússia tem a península firmemente sob seu controle. Oficiais ocidentais concordam com a integridade territorial, enquanto se resignam ao novo status quo.

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